Independentemente de quem vencer a eleição presidencial de 2026, a agenda do próximo governo estará dominada já em janeiro pela urgência de equilibrar as contas públicas. Crescimento acelerado de despesas obrigatórias, endividamento em alta e pesados juros criaram o principal desafio do futuro mandato.
Os sinais de alerta já aparecem com investidores do mercado financeiro cobrando remunerações mais elevadas para financiar o Tesouro, o que aumenta as taxas dos títulos públicos de longo prazo. Com isso, cresce a preocupação com a capacidade do governo de estabilizar a dívida nos próximos anos.
Projeções divulgadas pelo Ministério do Planejamento ainda em 2025 apontaram risco de faltar recursos no Orçamento para custear o governo a partir de 2027. O cenário reforçou a percepção de que o presidente eleito herdará equação difícil, que exigirá confrontar as promessas de campanha com a realidade.
Texto: Sílvio Ribas - Brasília
Fonte: Gazeta do Povo
(Foto: Valter Campanato/Agência Brasi
